Um casal achando que vão ser papais por transarem sem camisinha em rede nacional, o outro, pensando o que os familiares vão achar da sua noite de sexo, e, ao mesmo tempo, embaixo do edredom socando uma "punhetinha" que "acaba mal com brother sujando o rosto".
A promiscuidade na televisão brasileira tá tão grande que até os mais liberais, as vezes, sentem o impacto. Crianças vêem esse lixo, crianças sabe que fulano tá com fulana e que ambos ficam se agarrando embaixo dos cobertores. Mas aí a culpa já é dos pais, que são gados ignorantes, sem cérebro e igualmente promíscuos que permitem que seus filhos assistam esse tipo de programa.
A globo sabe que o BBB tá fadado ao fracasso e ao esquecimento, por esse motivo coloca lá dentro gente que topa tudo por alguns minutos de fama e trocados sem esforço. Muitos dizem "estou sendo eu mesmo". Se é assim em rede nacional, cercado por câmeras, dentro da "casa mais vigiada do Brasil", imagina fora.
Admiro um jornalista de formação precisar escrever essa manchete. O cara estuda quatro anos, rala e se fode pra ter que noticiar a foda dos outros. A televisão brasileira tá indo de mal a pior, o brasileiro tá indo de mal a pior. Espero somente que algumas pessoas que tenham bom sendo social, consigam, talvez, amenizar alguns sintomas dessa decadência patriarcal que estamos vivendo. O BBB é apenas um reflexo social com duas utilidades, a de entreter o gado enquanto direciona-se o rebanho, e a de mostrar subliminarmente o tamanho da putaria que temos de conviver.
Sejamos subversivos a coisas que além de não acrescentar, subtraem os bons costumes do ser humano.
Quimeras Contemporâneas
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Quem sou eu?
Primeiramente, oi. Oi, uma palavra tão pequena mas que faz tanta diferença. O ato de cumprimentar alguém é, dos bons modos, uns dos mais básicos. E um dos mais esquecidos também. Falando em bons modos, desde a infância aprendi a sempre que conhecer alguém, me apresentar. Então...
Bom, me chamo Felipe. Vinte anos, gaúcho, fotógrafo e estudante de jornalismo. Porém é sempre nessa parte que complica. É só isso que eu sou? Em seis palavras e uma linha, consigo me definir? Como é difícil dizer quem somos, convivo com esse trauma desde a época do Orkut, quando não havendo o que escrever, colocava uma letra de música. Mas fazendo uma análise, consegui constatar o que mais posso falar sobre mim, então aí vai...
Tendo como cidade natal General Câmara, no interior do estado do Rio Grande do Sul, nascido no dia 26 de março de 1994, vivi boa parte da minha infância lá. Como toda criança nascida no interior, fui criado sem muitas frescuras, nunca fui gurizinho de apartamento criado à leite com pera. Aos sete anos mudei-me para Canoas, e com isso, os costumes tiveram que mudar também, radicalmente. Em cidades pequenas, as pessoas se conhecem, sabem que fulano é filho de ciclano e neto do beltrano, já em cidades grandes as coisas mudam. Acostumado a fazer tudo sozinho, desde ir na venda até ir para a escola, quando cheguei à Canoas o impacto foi grande, não podendo ao menos sair pra rua, pois como dizia minha mãe "isso aqui não é General Câmara, tu não pode sair sozinho por aí, vão te roubar". Mas isso, ainda bem, o tempo mesmo reverteu.
Já na adolescência as coisas mudaram. Até a sétima série um aluno exemplar, já depois... Após trancos, trancos e trancos, barrancos, barrancos e barrancos, concluí o ensino médio, mas isso, já com 18 anos. Meu sonho de infância era ser cientista. Sim, cientista. Mas não um cientista comum, meu objetivo era ser o cientista clichê dos filmes de Hollywood. Aquele cara maluco, com barba por fazer e cabelo por cortar era minha inspiração. Criar robôs, zumbis, armas de raio lazer e depois de ver o filme "Querida, encolhi as crianças", encolher pessoas, era o que eu mais queria. Mas o tempo passa e com ele alguns sonhos também.
Desde sempre gostei de fotografia, mas foi de uns dois anos pra cá que transformei o hobby em profissão. O fato de registrar os momentos mais especiais das pessoas me faz um bem enorme. Após o evento, já em casa, olhar o trabalho feito e imaginar o quanto a pessoa irá gostar de determinada fotografia é um sentimento muito gratificante. Multiplicado, principalmente, quando ela realmente gosta. Procurando algo em que eu conseguisse mesclar as duas coisas que sempre gostei de fazer, encontrei o Jornalismo. Curso que eu sempre achei muitíssimo interessante e classe que sempre admirei. O fato de poder usar o conhecimento que tenho na fotografia junto com a paixão que eu sinto por escrever é bom demais. Sei que não ganharei rios de dinheiro, mas também sei que o profissional que é esforçado, responsável e bom no que faz sempre tem seu lugar ao Sol.
Hoje sei que a vontade de ser um cientista encolhedor de pessoas não passava de um sonho infantil, mas também sei que se um dia existir um, eu irei noticiá-lo. Lembro que em meu primeiro dia de aula ouvi de um professor que todo estudante de jornalismo acha, equivocadamente, que vai mudar o mundo. Tenho em mente que somos capazes de mudar alguma coisa, talvez não o mundo, mas mudando para melhor o jeito que algumas pessoas tem de enxergar as coisas, já está de bom tamanho.
Até pretendia falar sobre o nome do blog, mas acho que já escrevi demais por hoje. Vou deixar a explicação pro próximo post. Até mais!
Bom, me chamo Felipe. Vinte anos, gaúcho, fotógrafo e estudante de jornalismo. Porém é sempre nessa parte que complica. É só isso que eu sou? Em seis palavras e uma linha, consigo me definir? Como é difícil dizer quem somos, convivo com esse trauma desde a época do Orkut, quando não havendo o que escrever, colocava uma letra de música. Mas fazendo uma análise, consegui constatar o que mais posso falar sobre mim, então aí vai...
Tendo como cidade natal General Câmara, no interior do estado do Rio Grande do Sul, nascido no dia 26 de março de 1994, vivi boa parte da minha infância lá. Como toda criança nascida no interior, fui criado sem muitas frescuras, nunca fui gurizinho de apartamento criado à leite com pera. Aos sete anos mudei-me para Canoas, e com isso, os costumes tiveram que mudar também, radicalmente. Em cidades pequenas, as pessoas se conhecem, sabem que fulano é filho de ciclano e neto do beltrano, já em cidades grandes as coisas mudam. Acostumado a fazer tudo sozinho, desde ir na venda até ir para a escola, quando cheguei à Canoas o impacto foi grande, não podendo ao menos sair pra rua, pois como dizia minha mãe "isso aqui não é General Câmara, tu não pode sair sozinho por aí, vão te roubar". Mas isso, ainda bem, o tempo mesmo reverteu.
Já na adolescência as coisas mudaram. Até a sétima série um aluno exemplar, já depois... Após trancos, trancos e trancos, barrancos, barrancos e barrancos, concluí o ensino médio, mas isso, já com 18 anos. Meu sonho de infância era ser cientista. Sim, cientista. Mas não um cientista comum, meu objetivo era ser o cientista clichê dos filmes de Hollywood. Aquele cara maluco, com barba por fazer e cabelo por cortar era minha inspiração. Criar robôs, zumbis, armas de raio lazer e depois de ver o filme "Querida, encolhi as crianças", encolher pessoas, era o que eu mais queria. Mas o tempo passa e com ele alguns sonhos também.
Desde sempre gostei de fotografia, mas foi de uns dois anos pra cá que transformei o hobby em profissão. O fato de registrar os momentos mais especiais das pessoas me faz um bem enorme. Após o evento, já em casa, olhar o trabalho feito e imaginar o quanto a pessoa irá gostar de determinada fotografia é um sentimento muito gratificante. Multiplicado, principalmente, quando ela realmente gosta. Procurando algo em que eu conseguisse mesclar as duas coisas que sempre gostei de fazer, encontrei o Jornalismo. Curso que eu sempre achei muitíssimo interessante e classe que sempre admirei. O fato de poder usar o conhecimento que tenho na fotografia junto com a paixão que eu sinto por escrever é bom demais. Sei que não ganharei rios de dinheiro, mas também sei que o profissional que é esforçado, responsável e bom no que faz sempre tem seu lugar ao Sol.
Hoje sei que a vontade de ser um cientista encolhedor de pessoas não passava de um sonho infantil, mas também sei que se um dia existir um, eu irei noticiá-lo. Lembro que em meu primeiro dia de aula ouvi de um professor que todo estudante de jornalismo acha, equivocadamente, que vai mudar o mundo. Tenho em mente que somos capazes de mudar alguma coisa, talvez não o mundo, mas mudando para melhor o jeito que algumas pessoas tem de enxergar as coisas, já está de bom tamanho.
Até pretendia falar sobre o nome do blog, mas acho que já escrevi demais por hoje. Vou deixar a explicação pro próximo post. Até mais!
Assinar:
Postagens (Atom)