segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Reflexão sobre o BBB, promiscuidade e rebanhos

Um casal achando que vão ser papais por transarem sem camisinha em rede nacional, o outro, pensando o que os familiares vão achar da sua noite de sexo, e, ao mesmo tempo, embaixo do edredom socando uma "punhetinha" que "acaba mal com brother sujando o rosto".

A promiscuidade na televisão brasileira tá tão grande que até os mais liberais, as vezes, sentem o impacto. Crianças vêem esse lixo, crianças sabe que fulano tá com fulana e que ambos ficam se agarrando embaixo dos cobertores. Mas aí a culpa já é dos pais, que são gados ignorantes, sem cérebro e igualmente promíscuos que permitem que seus filhos assistam esse tipo de programa.

A globo sabe que o BBB tá fadado ao fracasso e ao esquecimento, por esse motivo coloca lá dentro gente que topa tudo por alguns minutos de fama e trocados sem esforço. Muitos dizem "estou sendo eu mesmo". Se é assim em rede nacional, cercado por câmeras, dentro da "casa mais vigiada do Brasil", imagina fora.

Admiro um jornalista de formação precisar escrever essa manchete. O cara estuda quatro anos, rala e se fode pra ter que noticiar a foda dos outros. A televisão brasileira tá indo de mal a pior, o brasileiro tá indo de mal a pior. Espero somente que algumas pessoas que tenham bom sendo social, consigam, talvez, amenizar alguns sintomas dessa decadência patriarcal que estamos vivendo. O BBB é apenas um reflexo social com duas utilidades, a de entreter o gado enquanto direciona-se o rebanho, e a de mostrar subliminarmente o tamanho da putaria que temos de conviver.

Sejamos subversivos a coisas que além de não acrescentar, subtraem os bons costumes do ser humano.

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